
Queima... arde .. impera
No silêncio ouve-se o próprio eu ...
Enxerga-se o sujo d’alma ...
Percebe-se as cores em negativo ...
O silêncio arrebata e congela ...
Derruba e devasta o que perto dele impera ..
Assusta, pois arranca levemente o segredo mais oculto ..
Sem força ou mordaça ; castigo ou maldição.
Silencie-se...
Refugie-se ...
Congele-se e mova-se ...
Quebre com as partúculas de arrependimento e amargura,
Junte, cole e faça de novo.
Arte mosaica...
Sem forma...
Sem padrão ...
apenas uma peça com a outra,
Reformando um coração.
Exponha-se ...
Exiba-se .. tal qual luminária de salão ,
Aquela brilhante .. gritante ...
Que todos param , observam, lisonjeiam e prestam atenção.
Busque no torpor do seu eco a resposta ,
E ainda que seja ele falho ...
Ainda que seja ele fraco ...
Ainda que você não tenha ousado ...
Viva-o !!